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Visto de Fora · 27 edições

Vida nos EUA

Eu moro nos Estados Unidos desde 2018. Toda edição da Visto de Fora tem uma parte para quem está pensando em fazer o mesmo: regra nova de visto, taxa que subiu, prazo que mudou.

Aqui ficam juntas, da mais nova para a mais antiga. E o aviso de sempre: eu não sou advogado. É informação pública, não orientação sobre o seu caso. Quem tem dúvida sobre a própria situação procura um advogado de imigração.

Uma fila de retângulos claros com um atalho laranja cortando por cima, e um carimbo dourado no fim

Eu não sou advogado e não estou orientando o caso de ninguém.

> Editado em 23 de outubro de 2026. Esta parte saiu com os valores da taxa de visto e > com a soma do total, e os números estavam errados. Em vez de corrigir o número, eu tirei > todos eles: preço de processo de imigração não se publica mais aqui. Isso muda por > ato do Congresso americano, as fontes levam meses para atualizar, e quem lê gasta > dinheiro de verdade em cima. **Valor de taxa é conversa com advogado de imigração, não > com newsletter.** O que ficou abaixo é o que não depende de número.

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Uma mala dourada aberta com uma cédula laranja dentro, e uma seta clara apontando para baixo ao lado

Eu não sou advogado e isto não é conselho de investimento. É uma conta que quase ninguém faz, e que vale tanto para quem vai quanto para quem já foi.

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Uma mala dourada fechada, com uma etiqueta laranja pendurada onde está desenhado um cifrão

Eu não sou advogado e isto aqui não é conselho de investimento. É a conta que aparece na planilha de quem está planejando sair, e que quase ninguém coloca nela.

O câmbio é a linha mais instável do orçamento de mudança, e a semana passada mostrou isso em números. Em 5 de outubro o dólar andou de R$ 5,22 a R$ 4,95 no mesmo pregão. No dia 15 fechou em R$ 5,098. Hoje está em R$ 5,014.

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Uma urna dourada com uma cédula laranja entrando pela fenda, e ao lado um cadeado laranja fechado

Eu não sou advogado. Isto aqui é informação pública do Tribunal Superior Eleitoral, e vale para quem já saiu do Brasil.

São 918.876 brasileiros aptos a votar no exterior neste domingo, distribuídos por 186 cidades. As seções funcionam em sua maioria em consulados e embaixadas, mas também em hotéis e escolas. Fora do país, o voto é só para presidente e vice — não há outro cargo em disputa.

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Um documento de identidade dourado, com foto e três linhas de dados, atravessado por um símbolo de proibido em laranja

Eu não sou advogado, e isto aqui é notícia com fonte, não orientação para o seu caso.

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Uma tela dourada com um olho escuro desenhado no meio e, ao lado, um cadeado laranja aberto

Eu não sou advogado, e o que vai aqui é informação pública, tirada do site da própria Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e do Diário Oficial americano. Caso individual se resolve com advogado licenciado.

Rede social tem que estar pública. Quem solicitar visto nas categorias A-3, C-3 (empregados domésticos), G-5, H-1B, H-3, H-4, F, M, J, K-1, K-2, K-3, Q, R-1, R-2, S, T ou U deve ajustar todas as contas de rede social para "público", para a verificação de identidade e elegibilidade. Isso pega estudante, intercambista e trabalhador qualificado.

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Um guichê de atendimento com uma tabela de preços pendurada e uma lupa em cima dela

Hoje eu ia te trazer uma lista de taxas de imigração que sobem nesta quinta, dia 16. Fui conferir e não publiquei, e o motivo serve para você também.

Vários sites estão dizendo que as taxas do USCIS sobem no dia 16 por correção de inflação, com valores exatos. Um deles dizia que o visto de investidor, o EB-5, ia de US$ 3.675 para US$ 7.615.

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Um guichê de atendimento com uma plaquinha de preço virada para quem chega

Uma informação que economiza dinheiro de quem está planejando viagem, e que muita gente ainda não sabe.

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Uma balança de pratos antiga, com documentos de um lado e uma pilha de papéis miúdos do outro

Esta mudou em 18 de setembro e muita gente ainda não sabe, porque não teve manchete.

É a regra do public charge — a avaliação que o governo americano faz, num pedido de residência permanente, sobre a chance de a pessoa vir a depender de dinheiro público. O DHS revogou a regra de 2022, que era mais estreita, e voltou a uma análise ampla, de "totalidade das circunstâncias".

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Um berço de bebê e, ao lado, um passaporte marcado com um grande X laranja

O governo americano fechou o cerco ao turismo de parto. Em 23 de setembro, o Departamento de Estado anunciou uma nova política de restrição de vistos contra quem pratica ou facilita o chamado turismo de parto: viajar para os Estados Unidos com o objetivo de dar à luz aqui e garantir a cidadania americana para o bebê.

O alvo declarado são as redes comerciais que vendem esse pacote, os "despachantes" que treinam o solicitante para mentir no pedido de visto e os médicos estrangeiros que ajudam no esquema, além de quem usa o serviço sabendo do que se trata. Segundo o próprio Departamento de Estado, uma força-tarefa criada em agosto já revogou mais de 600 vistos no mundo.

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Um calendário com a maior parte das folhas arrancadas, restando poucas, ao lado de um carimbo

Esta semana recebi pergunta de gente que achava que ia renovar o visto americano pelo correio e descobriu que vai ter que ir ao consulado. Então vale repetir a regra, porque ela mudou e muita gente ainda não sabe.

A dispensa de entrevista caiu de 48 meses para 12. Antes, quem tinha visto vencido há até quatro anos podia renovar sem entrevista. Hoje, a dispensa vale basicamente para quem renova o mesmo tipo de visto que venceu nos últimos 12 meses, tem 18 anos ou mais, nunca teve visto negado e pede no país de nacionalidade ou de residência. A mudança foi anunciada pelo Departamento de Estado americano em setembro de 2025, e está descrita por vários escritórios de imigração — Fragomen, Ogletree e Holland & Hart, entre outros — e pelo escritório internacional da Universidade de Berkeley.

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Um capelo de formatura apoiado em cima de uma ampulheta

Mudou a regra do visto de estudante americano. Ou melhor: mudou, e aí parou. E a segunda parte é a que ninguém conta.

Desde 1978 o visto de estudante vale por "Duration of Status": enquanto você estiver matriculado e regular, ele vale, sem data de validade.

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Uma fila de figuras geométricas sem rosto diante de uma catraca que acabou de girar, com um anel de calendário ao lado

O ano fiscal americano virou em 1º de outubro, e é por isso que o Visa Bulletin deste mês importa mais que os outros.

Funciona assim: as cotas anuais de green card são contadas por ano fiscal. Quando o ano vira, a cota zera e volta cheia. É o motivo de outubro ser historicamente o mês em que algumas filas andam, em especial as categorias por emprego.

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Um portal geométrico fechado com um cadeado grande na frente e uma pilha alta de moedas ao lado

Em 3 de agosto deste ano, o Departamento de Estado publicou no Federal Register o Visa Bond Program. A regra permite ao consulado exigir uma fiança de quem pede visto de imigrante e foi barrado por risco de virar despesa pública. Os valores vão de US$ 100 mil a US$ 250 mil, decididos caso a caso.

O piloto começou pela República Dominicana. O governo americano já disse que pode estender a outros países. O Brasil não está na lista hoje.

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Uma lupa grande sobre a tela de um celular com uma grade de quadrados vazios, e um cadeado fechado ao lado

Duas mudanças entraram em vigor agora, e as duas são do tipo que pega quem não leu.

A primeira: a triagem de rede social do visto americano foi ampliada. Além das categorias que já passavam por isso, agora entram o visto I, de jornalista estrangeiro, o TN, de profissional canadense e mexicano, e o TD, dos dependentes deles. Quem pede precisa deixar os perfis públicos para análise.

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Uma máquina de senha com um papelzinho saindo, um cartão retangular em branco, um calendário e uma fila de pontinhos laranja e dourados esperando atrás de um cordão de isolamento

O green card EB-2 ganhou fila para brasileiro.

O EB-2 é a categoria para profissional com mestrado ou habilidade excepcional. É nela que fica o NIW, o pedido que dispensa oferta de emprego.

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Uma prancheta com formulário em branco, uma etiqueta de preço girando, uma chave de casa e duas pilhas de moedas, a segunda com o dobro da altura da primeira

O visto de investidor ficou mais caro. Não o investimento. A taxa do formulário.

O USCIS publicou a regra final que reajusta as taxas do EB-5, o green card para quem investe num negócio americano. A tabela nova vale a partir de 30 de novembro de 2026.

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Um calendário em branco com a última coluna pintada de laranja e um dia circulado, ao lado de uma pilha de formulários e de uma seta que para contra uma linha vertical

Uma mudança pequena no USCIS, que pode custar um pedido inteiro.

No dia 23 de setembro, o USCIS publicou um alerta de política sobre prazo que cai em sábado, domingo ou feriado federal. Passa a valer em 23 de outubro.

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Uma pilha de formulários oficiais em branco sobre a mesa com um vão aparente onde falta uma folha e um carimbo grande descendo sobre o formulário de cima, deixando um X laranja

Uma regra que pouca gente notou, e que muda o jeito de montar qualquer pedido de imigração.

Desde 5 de agosto, o USCIS pode negar um pedido direto, sem avisar antes, quando faltar documento obrigatório ou quando o que foi mandado não prova que a pessoa tem direito. Está no alerta de política PA-2026-05. Vale para pedido novo e para pedido que já estava na fila.

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Duas faturas de papel em branco muito compridas lado a lado sobre uma mesa, desenrolando até o chão, com um martelo de juiz apoiado sobre a da esquerda e um crachá de trabalho em branco entre as duas

Quem sonha com o H-1B, o visto de trabalho qualificado, precisa entender que agora existem duas taxas de cem mil dólares circulando. E nenhuma das duas está sendo cobrada hoje.

A primeira é a de US$ 100 mil, criada por proclamação presidencial em setembro do ano passado. Ela venceria no dia 21 deste mês, e o presidente prorrogou até setembro de 2027. Mas um tribunal federal de Massachusetts anulou a cobrança em junho, e o USCIS continua proibido de cobrar enquanto o governo recorre.

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Três formulários em branco abertos sobre uma mesa, dois deles carimbados com um X e jogados na lixeira, um limpo ao lado de um carimbo e um despertador

Uma armadilha burocrática que está pegando gente esta semana, e ela é cara.

O USCIS trocou a edição de três formulários. O I-765, de autorização de trabalho, e o I-539, de mudança ou extensão de status, mudaram no dia 15 de setembro. O I-485, o pedido de green card por ajuste de status, mudou no dia 18.

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Um balcão de consulado com uma lupa sobre um extrato bancário e um passaporte com etiqueta de preço pendurada

Duas mudanças que valem para quem está planejando a vida aqui.

A primeira entrou em vigor no dia 18. O governo daqui ampliou a análise financeira de quem pede residência permanente, o green card. É a regra do "public charge": o agente passa a ter mais margem para avaliar renda, patrimônio e uso de benefícios públicos antes de decidir.

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Uma mochila e uma pilha de livros ao lado de um formulário em branco, com um carimbo parado no ar sem tocar o papel e um martelo de juiz na mesa

Quem pensa em estudar aqui precisa saber de uma regra que quase entrou em vigor. O governo publicou em julho o fim do chamado "duration of status", que deixa o estudante com visto F-1 ou J-1 ficar enquanto durar o curso. No lugar, viria um prazo fixo, de até quatro anos. E o prazo para ir embora depois do curso cairia de 60 para 30 dias no F-1.

A regra entraria no dia 15 de setembro. No dia 14, um tribunal federal de Massachusetts deu uma liminar e barrou a mudança no país inteiro. Por enquanto, vale a regra antiga, e o caso segue na Justiça.

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Um guichê de caixa com a porta de metal abaixada, uma etiqueta de preço enorme presa nela com cadeado, e no balcão um passaporte fechado e uma passagem de avião dobrada

Quem sonha com visto de trabalho aqui precisa saber de uma assinatura de sexta. O Trump renovou por mais um ano, até 21 de setembro de 2027, a taxa de US$ 100 mil sobre o H-1B, o visto de profissional com formação superior. A proclamação está no site da Casa Branca e diz que, desde setembro do ano passado, a taxa já foi paga em mais de 700 pedidos.

Setecentos pedidos. Mais de 70 milhões de dólares só de ingresso.

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Um envelope de papel com moedas e uma nota dobrada voando em arco pontilhado de um lado ao outro, com uma tesourinha cortando uma lasca no meio do caminho

Uma regra que pega quem mora aqui e manda dinheiro pra família. Desde 1º de janeiro, os Estados Unidos cobram um imposto federal de 1% sobre remessa pro exterior, mas só num caso: quando você entrega dinheiro vivo, money order ou cheque administrativo no balcão da empresa de remessa.

Se a transferência sai da sua conta no banco, ou de um cartão de débito ou de crédito americano, não tem imposto. Quem cobra é a empresa de remessa, na hora, e a regra está no site da Receita americana, o IRS. Veio na lei que o Trump assinou em julho do ano passado.

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Uma folha de documento ao lado de um guichê que está fechando, com um calendário do lado

Uma data pra anotar pra quem sonha com o green card. A partir de amanhã, 18 de setembro, a imigração americana passa a exigir a nova edição do Formulário I-485, que é o pedido pra virar residente permanente. O aviso é da própria USCIS, publicado em agosto.

E não tem meio termo, nos dois sentidos. Formulário no modelo velho, enviado a partir de amanhã, volta pelo correio sem dó. Mas o modelo novo enviado HOJE também volta: a USCIS só aceita a edição nova a partir de 18 de setembro, nem um dia antes. Quem está com o envelope pronto está na janela mais perigosa do ano.

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Um passaporte com dois carimbos empilhados acima dele

Quanto custa hoje tirar um visto americano, com a lei na mão e não com o que circula em grupo de WhatsApp.

São duas taxas, e a segunda quase ninguém conta. A de solicitação, a MRV, é US$ 185 para turismo e negócios. E existe a taxa de integridade do visto, de US$ 250, criada pela lei 119-21 em julho de 2025.

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