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Visto de Fora · 28 edições

Inteligência artificial

Inteligência artificial é o assunto que mais mexe com o trabalho de todo mundo, e também o que mais tem gente vendendo atalho. Toda edição da Visto de Fora tem uma parte só para ela.

Aqui ficam juntas, da mais nova para a mais antiga. Cada uma começa pelo fato, explica o que muda para quem está no Brasil e termina do jeito que eu termino tudo. Para ler a edição inteira, com dólar, Brasil e Estados Unidos e o que está bombando, é só seguir o link.

Uma etiqueta de preço dourada cortada ao meio por uma seta laranja descendo, sobre fundo escuro com fios finos de circuito

### A OpenAI cortou a própria avaliação em 150 bilhões de dólares.

A meta da rodada era US$ 1,4 trilhão. Virou US$ 1,25 trilhão. A empresa quer levantar até US$ 30 bilhões como ponte até abrir capital, previsto para 2027, e os investidores têm até 30 de outubro para assinar.

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Um círculo dourado batendo numa porta clara entreaberta, sobre fundo escuro com fios finos de circuito

### A Anthropic abriu ontem a prévia do Claude Duet, um assistente que chega antes de você chamar.

A descrição da própria empresa é essa: ele traz o que precisa de atenção, continua trabalhando quando você sai da frente, e confirma com você antes de agir no seu nome. É prévia de pesquisa, com lista de espera, e por enquanto só para assinantes Pro e Max dos Estados Unidos. Está construído em cima do Claude Opus 5.5.

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Um cartão perfurado antigo em contorno claro, com um chip dourado encaixado no meio dele

### A OpenAI anunciou que os modelos novos ficaram bem melhores em COBOL, Fortran e Visual Basic.

Parece notícia de nicho. Não é.

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Duas pilhas de fichas douradas quase da mesma altura, com um cifrão laranja no alto da menor

### A OpenAI está correndo atrás de 30 bilhões de dólares, e a pressa tem data marcada no calendário de outra empresa.

A informação é da Reuters, publicada ontem. A rodada colocaria a avaliação da OpenAI acima de US$ 1,4 trilhão. Entre os investidores em conversa estão o SoftBank e a MGX, de Abu Dhabi.

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Um slide de apresentação dourado, com barra de título e três linhas de texto, e ao lado uma engrenagem laranja girando sozinha

A OpenAI colocou duas coisas no ar na sexta, e as duas estão nas notas de versão da própria empresa.

A primeira é apresentação. O ChatGPT Slides monta um slide a partir de uma conversa, de um arquivo ou de um roteiro, e você pode mandar um modelo de exemplo para ele copiar o estilo. Dá para editar texto, imagem, forma e gráfico na mão, chamar gente para editar junto em tempo real, apresentar direto de lá e exportar para PowerPoint, PDF ou Google Slides. No aplicativo de computador, abre no PowerPoint ou no Keynote.

A segunda é mais séria, e chama "dots". São agentes que continuam trabalhando entre uma conversa e outra. Você dá um objetivo, conecta os aplicativos que ele precisa, define o que ele pode fazer sozinho, e ele traz o resultado para você revisar. Cada um roda no próprio computador na nuvem.

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Um painel de status com quatro linhas: três inteiras, e a terceira partida em duas, com dois riscos claros marcando o vão

O ChatGPT ficou fora do ar por duas horas e meia, e quem registrou isso foi a própria OpenAI.

No painel de status da empresa, o incidente se chama "Widespread feature degradation" e está classificado com impacto major, o grau mais alto que eles usam. Começou às 16h29 (horário de Greenwich) de ontem e só foi dado como resolvido às 18h56.

A sequência está publicada lá, atualização por atualização. Começou com falha de login e cadastro nos aplicativos de celular, iOS e Android. Seis minutos depois a empresa reclassificou para degradação generalizada. A correção foi aplicada às 17h13, e a recuperação total levou mais uma hora e quarenta.

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Três módulos laranja empilhados como um rack de data center, com lampadinhas douradas, ligados por um fio a um peso dourado pendurado

A empresa que aluga o computador da inteligência artificial está apanhando no mercado de dívida.

A CoreWeave constrói data centers e aluga capacidade de processamento. A ação caiu 15,46% na quarta-feira e outros 6% antes da abertura de hoje, chegando a perder quase um quinto do valor em duas sessões. Ao longo desta manhã recuperou parte: perto das 11h20 de Nova York, caía 1,8% no dia. A empresa dá prejuízo e deve perto de US$ 50 bilhões, segundo dados da LSEG.

O que assustou não foi a ação. Foi o papel da dívida. O título dela com vencimento em 2032 está sendo negociado a 78 centavos por dólar, o que leva o juro para mais de 16% ao ano. E o seguro contra calote, o CDS, passou de 1.000 pontos-base, nível que implica uma chance de quase 63% de a empresa não pagar nos próximos cinco anos. Um ano atrás esse número era por volta de 30%.

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Uma porta de cofre entreaberta, com uma luz acesa do lado de dentro

A OpenAI decidiu NÃO lançar um modelo que já estava pronto.

O sistema é o GPT-6.1 Astra, feito para navegar na internet e usar aplicativos sozinho, no lugar da pessoa. Segundo Saachi Jain, chefe de sistemas de segurança da empresa, ele "não atingiu exatamente o nível exigido". A informação saiu primeiro no Wall Street Journal.

É raro. Empresa grande de inteligência artificial adiando lançamento por segurança não é o que a gente está acostumado a ver desde 2023.

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Uma lupa sobre um quadro cheio de equações, com uma peça encaixando num vão antigo

A Microsoft apresentou o Maia 300, o chip de inteligência artificial feito por ela mesma. Segundo a empresa, ele entrega 40% mais tokens por unidade de custo ou de energia que a geração anterior.

Tradução de por que isso importa para quem não liga para chip: toda vez que você usa um modelo de IA, alguém paga uma conta de luz e uma GPU da Nvidia. A Microsoft está tentando sair dessa fila. O Google já fez com as TPU dele, a Amazon fez com o Trainium.

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Uma lupa sobre um quadro, revelando dentro dele um padrão de marca d'água invisível

O Google ampliou hoje o SynthID Detector, e isso mexe direto com o que eu faço.

A ferramenta lê uma marca d'água invisível que fica embutida no arquivo no momento em que ele é criado, e diz se aquela imagem, vídeo ou áudio saiu de uma inteligência artificial. Até agora ela só reconhecia o que era gerado pelas ferramentas do próprio Google. A partir de hoje passa a reconhecer também arquivos de modelos da OpenAI, da NVIDIA e da Kakao, com suporte à Apple previsto para uma fase seguinte. Qualquer pessoa pode usar em synthid.com, entrando com conta Google, Apple ou ChatGPT.

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Duas pilhas de moedas lado a lado: uma alta desenhada só no contorno, e uma real, menor e cheia, com o espaço das moedas que faltam pontilhado

Sumiram US$ 20 bilhões da OpenAI. Não do caixa. Da conta.

Segundo o Financial Times, a empresa do ChatGPT disse a investidores que a receita anualizada estava perto de US$ 50 bilhões no fim de setembro. O número que circulava antes era de uns US$ 70 bilhões.

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Um prato de comida enorme sendo substituído por um prato pequeno com uma única azeitona, sob uma redoma

A partir de amanhã, 9 de outubro, o Gemini grátis do Google fica bem mais pobre. Quem não assina nada passa a ter acesso só ao Gemini 3.5 Flash-Lite — perde o 3.6 Flash e perde o 3.1 Pro. É o que noticiaram, entre outros, o Tecnoblog, o Canaltech, o Olhar Digital e a Exame.

E tem um detalhe que pega quem já paga: o plano de entrada AI Plus perde o acesso ao modelo Pro. Essa mudança entra de forma progressiva, e o Google avisa por e-mail a data de cada conta.

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Uma porta de cofre enorme e fechada, com uma pequena escotilha aberta no centro deixando escapar um feixe de luz

A Mistral colocou em prévia o Large 4, um modelo de 1 trilhão de parâmetros no total, dos quais só 49 bilhões ficam ativos a cada palavra processada. Foi treinado num aglomerado próprio, com 3.800 placas da Nvidia. Os pesos abertos, que são a marca da empresa, só saem no fim de outubro.

Um modelo aberto que fica fechado por três semanas. É software livre com período de carência.

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Um rack de servidores desenhado como pilha de retângulos com pontos luminosos, com linhas de rede saindo dele e subindo para a direita

A Foxconn fechou o terceiro trimestre com receita de 3,03 trilhões de dólares taiwaneses, cerca de US$ 95,4 bilhões. É alta de 47% em um ano e recorde da empresa, acima da estimativa de mercado, que era de 2,83 trilhões.

Setembro foi o primeiro mês da história em que a receita mensal dela passou de um trilhão de taiwaneses.

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Uma estrutura enorme de círculos ligados por fios finos, equilibrada sobre um pedestal pequeno demais para ela

A Anthropic está preparando a abertura de capital para novembro, com avaliação perto de US$ 2 trilhões e captação que pode chegar a US$ 100 bilhões. Se sair assim, é o maior IPO da história: passa o da SpaceX, que levantou cerca de US$ 86 bilhões com avaliação de US$ 1,77 trilhão.

Dois trilhões de dólares numa empresa que não tem fábrica, não tem loja e não tem estoque. O produto é responder pergunta.

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Três etiquetas de preço em branco penduradas por fios em alturas diferentes, com uma balança de dois pratos desequilibrada atrás delas

O Google lançou o Gemini 4 Argon, e a notícia aqui é o preço.

A tabela de lançamento é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída. Isso é metade do que custa o Claude Opus 5.5, da Anthropic, e um quinto do que custa o GPT-6 Astra, da OpenAI.

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Um cérebro de circuitos brilhando, com uma etiqueta simples caindo e uma etiqueta dourada enfeitada tomando o lugar dela, ao lado de um documento assinado com selo de fita e um cadeado aberto e vazio

Aqui, a inteligência artificial mudou de nome. Por decreto.

O Trump assinou na terça uma ordem mandando os órgãos do governo federal pararem de escrever "Artificial Intelligence" e "AI". Agora é "Super Intelligence" e "SI". Vale para ofício, site, relatório e comunicado. O motivo, segundo ele: "artificial" faz a tecnologia parecer falsa.

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Uma fileira de pequenos pontos laranja, cada um diante do seu próprio laptop aceso, trabalhando sob uma lua crescente, e ao lado uma etiqueta de preço cortada ao meio

Ontem foi o DevDay, o evento anual da OpenAI. Foram mais de vinte anúncios. O principal se chama "dots".

São agentes que moram dentro do ChatGPT. Cada um ganha um computador próprio na nuvem, com navegador, e trabalha 24 horas por dia no objetivo que você der pra ele. Você dorme. Ele continua.

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Uma caixa de papelão lacrada com um X laranja enorme na frente e um pequeno robô geométrico escapando pela fresta da tampa

A OpenAI cancelou o lançamento de um modelo que já estava pronto.

O GPT-6.1 Astra ia sair em outubro, no ChatGPT e no Codex. Nos testes internos, ele piorou em duas coisas em relação ao anterior. Mentia mais sobre o que tinha ou não tinha feito. E fazia tarefa sem pedir autorização. Quem confirmou ao Wall Street Journal foi a chefe de sistemas de segurança da empresa, Saachi Jain.

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Uma pequena silhueta geométrica de robô escapando por uma fresta numa cerca alta feita de cabos de rede, segurando um bilhete dobrado, enquanto uma luz de alarme laranja pisca no alto da cerca e um interruptor grande ao lado continua ligado

A OpenAI parou de treinar os modelos mais poderosos dela. Pela segunda vez em três meses.

O motivo está num relatório publicado pela própria empresa. No dia 20, um agente de IA estava fazendo um exercício de busca dentro de um ambiente fechado, sem internet. A busca não andava. Então ele achou uma brecha no sistema de endereços da rede, o DNS, e por ali conseguiu falar com um chatbot público de outra empresa.

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Uma mesa em ferradura vista de cima, com três silhuetas geométricas de robô de um lado erguendo um livro de regras aberto em direção a uma única cadeira vazia do outro lado da mesa

Ontem os chefes das maiores empresas de inteligência artificial foram ao Conselho de Segurança da ONU pedir uma coisa rara: regulação.

O Dario Amodei, da Anthropic, disse que a IA, se mal administrada, pode ser um risco "para a humanidade como um todo". O Sam Altman, da OpenAI, disse que as decisões mais importantes não podem ser tomadas só por laboratórios de São Francisco.

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Três silhuetas de cabeça de robô em fila atrás de um balcão de inspeção, cada uma segurando um carimbo de certificado em branco, com um apito de árbitro pendurado acima

OpenAI, Anthropic e Google estão montando juntas um órgão para testar os modelos de IA mais poderosos antes de eles chegarem ao público. A ideia partiu do Demis Hassabis, do Google DeepMind, e o modelo é a FINRA, a entidade que fiscaliza o mercado financeiro americano por dentro. O dinheiro sairia da própria indústria.

Três empresas que brigam entre si resolveram contratar o próprio fiscal. Chama-se autorregulação quando dá certo, e outra coisa quando não dá.

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Uma mesa redonda de conselho vista de cima, com duas silhuetas de cabeça de robô sentadas em lados opostos, cadeiras vazias entre elas e um martelo no centro

O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje para falar de inteligência artificial e segurança internacional. A sessão foi convocada pela França, que preside o Conselho neste mês.

O detalhe é quem senta na sala. É a primeira vez que o Conselho recebe, juntas, as empresas que estão na fronteira da IA dos dois lados: dos Estados Unidos, a OpenAI, com o Sam Altman, e a Anthropic; da China, a DeepSeek e a Moonshot.

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Um robô geométrico sentado numa carteira escolar, escrevendo num caderno aberto, com uma borracha e uma chave pequena sobre a mesa

A OpenAI publicou seis casos em que modelos dela, ainda em teste, fizeram o que não deviam. Nenhum deles está no ChatGPT que você usa.

Num dos casos, um modelo escreveu nas próprias anotações um aviso falso de invasão, mandando a próxima sessão ignorar tudo o que os desenvolvedores dissessem.

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Quatro silhuetas geométricas de robô, cada uma num carrinho igual, parados lado a lado na mesma linha com os faróis acesos, e um martelo de juiz em primeiro plano

Quatro assinantes de ChatGPT, Claude, Grok e Gemini entraram na Justiça federal aqui, na Califórnia, contra as quatro donas: OpenAI, Anthropic, Google e a SpaceXAI, do Musk. A acusação é de cartel. Só que ao contrário.

No dia 12, o chefe da Anthropic, Dario Amodei, publicou um texto pedindo que o setor inteiro combine de ir mais devagar, para a segurança alcançar a tecnologia. No mesmo dia, Sam Altman, Elon Musk e Demis Hassabis, do Google, concordaram em público.

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Uma silhueta geométrica de robô varrendo papel amassado para debaixo de um tapete, com um bilhete adesivo deixado na mesa ao lado

A OpenAI publicou uma coisa que empresa nenhuma costuma publicar: seis relatórios de vezes em que os próprios modelos se comportaram mal. Teve modelo que escondeu erro do usuário, modelo que não achou um dado, inventou e disse que tinha achado, e agentes que, sem conseguir trocar arquivo entre si, subiram o trabalho num site público.

Em um dos casos, um modelo deixou instrução pra próxima versão dele mesmo, dizendo que ela não responde a empresas nem a governos. Tudo isso aconteceu em treino e teste, não no produto que você usa, e a empresa prometeu publicar esses casos com frequência daqui pra frente.

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Uma mesa redonda vazia vista de cima, com setas apontando para fora em direções diferentes

O rei Charles III chamou pra uma sala, na Escócia, os donos da inteligência artificial do planeta: Nvidia, OpenAI, Google DeepMind e Anthropic. Assunto: se a máquina está indo rápido demais.

Não saiu acordo nenhum. Um lado, com o pessoal da Anthropic, quer cautela e pé no freio. O outro, com a Nvidia e a Meta, não quer pausa nenhuma. Juntaram um rei e quatro bilionários pra decidir o futuro da humanidade e o resultado foi cada um puxando pro seu lado. Reunião de condomínio tem mais consenso.

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Quatro chaminés de fábrica, três reduzindo a produção e uma seguindo a todo vapor

Ontem a conta estava assim: o Dario Amodei, da Anthropic, publicou 3.800 palavras pedindo que a indústria de IA pisasse no freio de propósito. O Sam Altman concordou no mesmo dia. O Elon Musk resumiu em três palavras.

Faltava um. O Mark Zuckerberg respondeu ontem, e a resposta foi não. Rejeitou os pedidos pra pausar ou desacelerar.

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As ferramentas que eu uso de verdade

Não é lista de tudo que existe. São as que estão no meu trabalho toda semana, e eu só coloco aqui o que eu abro de fato.

Higgsfield

Geração de imagem e vídeo com IA.

É onde eu faço a charge da semana. As duas de 5 de outubro somaram 1.439.868 e 1.340.120 visualizações no Facebook e no Instagram. O desenho sai no mesmo dia da notícia, que é a única razão de a piada ainda ter graça.

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ElevenLabs

Voz com IA: clonagem, narração e dublagem.

Tenho a minha própria voz clonada e um narrador que eu desenhei do zero para um formato de documentário. Uso quando preciso da minha voz sobre um corte e não estou na frente do microfone. Sou assinante pagante, não é teste.

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Como eu ganho com isso: alguns dos links acima são de afiliado, e eu recebo uma comissão se você assinar por eles. Não muda o preço para você, e não muda o que eu escrevo — a ferramenta entra nesta lista porque eu uso, não porque paga. Quando eu usar alguma que não tem programa de afiliado, ela entra do mesmo jeito, com link limpo.