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A IA virou "Super Inteligência". Por decreto.

A IA virou "Super Inteligência". Por decreto.

O dólar sobe à espera do Datafolha, o petróleo voltou aos US$ 100 e a Micron faturou com margem de 87%; o Trump mandou o governo trocar "inteligência artificial" por "Super Inteligência" e assinou um acordo de segurança sem multa; Brasil e Estados Unidos conversaram 40 minutos sobre o tarifaço; o green card EB-2 ganhou fila para brasileiro; e o Lula fora do último debate, o Pablo sem visto e a Galinha Pintadinha no cinema.

Bom dia. O dólar abriu subindo, o Trump rebatizou a inteligência artificial e a Galinha Pintadinha estreou no cinema.

Só uma das três é desenho animado.

O dólar (e o resto do mercado)

Uma pilha de moedas com uma seta para cima, um barril de petróleo laranja com uma seta para cima ao lado de um medidor, e um chip de memória ao lado de um balde de pipoca de cinema transbordando

O dólar abriu hoje em alta, na casa dos R$ 5,19. E foi subindo. Ao meio-dia de Brasília já estava em R$ 5,22, alta de quase 0,9%. Ontem ele tinha fechado em queda de 0,76%, a R$ 5,17.

Dois motivos. No mundo todo, o dólar sobe contra as moedas de países emergentes, com a guerra no Oriente Médio ainda no radar. E no Brasil, a três dias da eleição, sai um Datafolha no começo da noite.

O dólar passou o dia igual tia no sofá. Controle na mão, esperando o Datafolha.

O petróleo voltou a subir. O Brent, do contrato de dezembro, passou de novo dos US$ 100 o barril, alta de perto de 2,9%. O americano está na casa dos US$ 91. O motivo: refinarias chinesas teriam suspendido a exportação de combustível em outubro para garantir o abastecimento de casa.

Lá, o Ibovespa fechou ontem em 186.340 pontos, alta de 1,37%. Setembro foi o melhor mês da bolsa desde janeiro. Hoje ela anda de lado, na casa dos 186 mil. E saiu um número ruim: o índice da indústria brasileira, o PMI, caiu para 44,8 em setembro. É o pior em quase três anos e meio. Abaixo de 50, a indústria está encolhendo.

Em Nova York, ontem foi cada um para um lado. A Nasdaq subiu 0,2%. O S&P caiu 0,3%. O Dow caiu 0,9%. O juro do título de dez anos do governo americano bateu 5,3% durante o dia, o maior nível desde 2007. Hoje, as três abriram no azul, com a Nasdaq na frente, perto de 0,5%.

A ação do dia é a Micron, que fabrica chip de memória para inteligência artificial. Ontem, depois do fechamento, ela mostrou o trimestre: US$ 54,2 bilhões de receita, quase quatro vezes o mesmo período do ano passado. E prometeu US$ 61,5 bilhões para o próximo, acima do que o mercado esperava. A ação triplicou no ano e a empresa já vale US$ 1 trilhão.

A margem bruta foi de 87%.

Nem pipoca de cinema.

Hoje, depois do fechamento, é a vez da Nike. A ação já caiu mais de 44% no ano, e a marca acabou de sair do S&P 100, o clube das cem maiores, depois de dezoito anos.

Dezoito anos de titular. Foi pro banco.

Na agenda: a Nike hoje à tarde. O Datafolha à noite. Na sexta, o payroll.

O que a IA aprontou

Um cérebro de circuitos brilhando, com uma etiqueta simples caindo e uma etiqueta dourada enfeitada tomando o lugar dela, ao lado de um documento assinado com selo de fita e um cadeado aberto e vazio

Aqui, a inteligência artificial mudou de nome. Por decreto.

O Trump assinou na terça uma ordem mandando os órgãos do governo federal pararem de escrever "Artificial Intelligence" e "AI". Agora é "Super Intelligence" e "SI". Vale para ofício, site, relatório e comunicado. O motivo, segundo ele: "artificial" faz a tecnologia parecer falsa.

Igual pastel de feira que vira "folhado artesanal" no cardápio. Mesmo pastel. Preço novo.

No mesmo dia, ele assinou com os chefes da Anthropic, do Google, da Meta, da OpenAI, da Nvidia e da xAI um acordo de segurança para os modelos mais avançados. Controle interno, auditoria independente e comitê no conselho de cada empresa.

Não tem multa para quem descumprir. As empresas não precisam publicar o resultado das auditorias. O Trump chamou o acordo de "moralmente vinculante".

Igual dieta. Começa segunda.

Brasil e Estados Unidos

Mapa das Américas com a América do Norte em dourado e o Brasil pintado de laranja, e entre os dois uma mesinha de reunião com duas cadeiras vazias, duas xícaras de café, uma ampulheta e uma caixa de papelão

Aconteceu a reunião do tarifaço.

Ontem, em Milwaukee, no Wisconsin, o ministro Márcio Elias Rosa e o chanceler Mauro Vieira sentaram com o Jamieson Greer, o representante comercial do governo Trump. Foi à margem do encontro do G20 de comércio. É a segunda reunião de ministros desde que as tarifas começaram.

Uma parte dos produtos brasileiros paga até 37,5% para entrar aqui. O Brasil quer ampliar a lista do que fica de fora. Nenhum resultado foi anunciado.

A reunião durou uns 40 minutos.

Menos que a espera no dentista.

Se você está pensando em mudar

Uma máquina de senha com um papelzinho saindo, um cartão retangular em branco, um calendário e uma fila de pontinhos laranja e dourados esperando atrás de um cordão de isolamento

O green card EB-2 ganhou fila para brasileiro.

O EB-2 é a categoria para profissional com mestrado ou habilidade excepcional. É nela que fica o NIW, o pedido que dispensa oferta de emprego.

O Departamento de Estado publicou o boletim de vistos de outubro, que abre o novo ano fiscal americano. Saiu em 29 de setembro, mais tarde que qualquer boletim de outubro desde pelo menos 2018. E trouxe a mudança: para o "resto do mundo", grupo onde o Brasil entra, o EB-2 deixou de estar em dia.

Até setembro, quem tinha o pedido aprovado não esperava vaga. Agora, a data de corte para a aprovação final é 1º de janeiro de 2025. Só anda quem entrou na fila antes disso. Para dar entrada nos papéis, a data é 15 de março de 2026.

Padaria que nunca teve fila. Hoje amanheceu com máquina de senha.

Eu conto o que o boletim publicou, não oriento o seu caso. Para isso existe advogado de imigração.

O que está bombando

Três objetos lado a lado: um púlpito de estúdio de TV com microfone sob um holofote, um violão encostado numa mala fechada com um documento marcado por um sinal vermelho de proibido, e uma galinha azul de bolinhas segurando um ovo numa cadeira ao lado de um balde de pipoca

Hoje à noite tem o último debate entre os candidatos a presidente antes do primeiro turno, na Globo, depois do Jornal Nacional. Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema confirmaram. O Lula avisou que não vai.

Noivo que falta no ensaio. E o casamento é domingo.

O Pablo cancelou os shows de amanhã em Boston e de sábado em Newark. O produtor diz que pagou mais de US$ 88 mil, uns R$ 455 mil, incluindo voo executivo para o cantor, a esposa e o empresário. O lado do Pablo diz que parte da equipe dos shows teve o visto negado.

Rei da sofrência. Quem sofreu foi o produtor.

E a Galinha Pintadinha estreou hoje no cinema, no aniversário de 20 anos. Cinco anos de produção, umas 400 pessoas na equipe. Na história, uma cegonha atrapalhada troca o ovo dela pelo filhote de um gavião.

Todo pai do Brasil já sabe as músicas de cor. Agora paga ingresso.

E pipoca.

Boa quinta. O ensaio é hoje à noite. O casamento, domingo.

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