Estados Unidos e Irã sentaram três horas. O petróleo caiu pelo sexto dia
O petróleo caiu pelo sexto dia depois de três horas de conversa entre americanos e iranianos na ONU, o Conselho de Segurança chamou hoje as empresas de IA dos Estados Unidos e da China para a mesma mesa, quinze países assinaram sanções contra o PCC e o Comando Vermelho sem o Brasil na lista, o green card passou a olhar o bolso do candidato, e o dia teve pesquisa empatada, tapete vermelho para o Xi e três brasileiros na semifinal da Libertadores.
Bom dia. Os Estados Unidos e o Irã sentaram três horas na ONU, e o petróleo caiu pelo sexto dia seguido. Tem também quinze países assinando sanção contra facção brasileira, sem o Brasil; o Conselho de Segurança chamando as empresas de IA; e a Libertadores com três brasileiros na semifinal.
O dólar (e o resto do mercado)

O dólar abriu hoje a R$ 5,1097 e passou a manhã subindo, na casa dos R$ 5,12, alta perto de 0,5%. Ontem a bolsa fechou em alta de 0,44%, aos 187.422 pontos, e acumula 1,18% na semana. Hoje o Ibovespa futuro cai 0,4% e os juros futuros sobem em toda a curva.
No Brasil, a prévia da inflação da semana, o IPC-S, subiu 0,52%. E o mercado olha a pesquisa AtlasIntel de hoje, que mostra Lula com 47,7% e Flávio com 47,4% no segundo turno. Empate técnico, com margem de um ponto.
Aqui, ontem a Nasdaq fechou em recorde de novo, a quarta alta seguida, com ganho de 0,5%. O S&P ficou de lado e o Dow caiu 185 pontos. Hoje os futuros recuam pouco, e o juro de 10 anos passou de 4,99%.
Quando o juro americano sobe, o dinheiro que estava passeando no Brasil pega o voo de volta.
O petróleo cai pelo sexto dia. O americano está perto de US$ 90 o barril e o Brent, perto de US$ 99. O motivo tem hora marcada: ontem, na ONU, americanos e iranianos conversaram por cerca de três horas, e o Trump classificou a reunião como "muito boa". No mesmo dia, na tribuna, ele tinha falado em "aniquilar" o país.
Três horas de conversa com quem você ameaçou aniquilar de manhã. É reunião de condomínio depois do grupo do WhatsApp.
Na agenda: hoje saem as prévias dos indicadores de atividade aqui e na Europa, a zona do euro já veio melhor que o esperado, e o Trump recebe o Xi Jinping. A cúpula dos dois é amanhã. Na sexta sai no Brasil o IPCA-15.
O que a IA aprontou

O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje para falar de inteligência artificial e segurança internacional. A sessão foi convocada pela França, que preside o Conselho neste mês.
O detalhe é quem senta na sala. É a primeira vez que o Conselho recebe, juntas, as empresas que estão na fronteira da IA dos dois lados: dos Estados Unidos, a OpenAI, com o Sam Altman, e a Anthropic; da China, a DeepSeek e a Moonshot.
Primeira vez que o síndico chama os dois vizinhos barulhentos na mesma reunião.
E ontem a OpenAI lançou mais um modelo, o GPT-6 Sol. É o quarto lançamento grande de fronteira em uma semana, contando o Claude Opus 5.5 e o Grok 4.7. Eu ainda não testei o Sol, então aqui fica só o registro de que saiu.
Brasil e Estados Unidos

O Escudo das Américas, coalizão criada por iniciativa do governo Trump, anunciou ontem sanções contra 24 organizações que chama de narcoterroristas. Entre elas, o PCC e o Comando Vermelho.
As medidas previstas são congelamento de bens, restrição de visto e de imigração para integrantes, associados e apoiadores. Quinze países assinaram: Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
O Brasil não está na lista. As duas facções são brasileiras.
Reunião de condomínio sobre o barulho do 302. Sem o 302.
Isso um dia depois de o Lula dizer na tribuna da ONU que o Brasil não cabe no quintal de ninguém e que não precisa de "porta-aviões vigiando nossas águas". Nos bastidores, ele e o Trump se cruzaram e trocaram um aperto de mão rápido. Nenhum dos dois citou o outro pelo nome nos discursos.
Se você está pensando em mudar

Duas mudanças que valem para quem está planejando a vida aqui.
A primeira entrou em vigor no dia 18. O governo daqui ampliou a análise financeira de quem pede residência permanente, o green card. É a regra do "public charge": o agente passa a ter mais margem para avaliar renda, patrimônio e uso de benefícios públicos antes de decidir.
A segunda é o preço. Um visto de turista B-2 hoje sai por US$ 435: US$ 185 da taxa de solicitação, mais US$ 250 da taxa de integridade, pagos em etapas.
Quatrocentos e trinta e cinco dólares para carimbar a página. A viagem começa cara antes de sair de casa.
O aviso de sempre: eu conto a regra que está publicada, não oriento o seu caso. Confira no site oficial do consulado e do USCIS antes de pagar qualquer coisa.
O que está bombando

Saiu a AtlasIntel de hoje, feita para a Bloomberg: Lula com 47,7% e Flávio Bolsonaro com 47,4% no segundo turno. A margem de erro é de um ponto. Foram 5.015 entrevistados, entre os dias 17 e 22.
Três décimos de diferença. Isso não é vantagem, é empate com o cabelo mais bem penteado.
Aqui, o Trump foi pessoalmente à base aérea receber o avião do Xi Jinping, que chega hoje para a cúpula de amanhã. É a primeira visita de um presidente chinês à Casa Branca desde 2015, e nenhum presidente americano fazia essa cortesia há mais de dez anos.
Quem vai buscar no aeroporto quer alguma coisa.
E a Libertadores ficou com três brasileiros na semifinal. Fluminense e Palmeiras se enfrentam no dia 14 de outubro, e o Flamengo pega o Estudiantes, da Argentina, no dia 15.
Um brasileiro já está na final. E um já está eliminado por outro brasileiro.
Boa quarta. Hoje tem tapete vermelho na pista. Amanhã a gente vê o preço do tapete.
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O Brasil e os Estados Unidos vistos por quem mora fora. IA, mercado americano e o que a distância deixa ver. Sem enrolação e sem vender curso no meio do texto.
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