O dólar caiu dois dias seguidos, e um banco daqui aumentou a aposta no Brasil
O dólar emendou a segunda queda e o petróleo furou os US$ 100 para baixo, a Foxconn bateu recorde montando servidor de inteligência artificial, o Morgan Stanley subiu o Brasil para compra com alvo de 250 mil pontos, o ano fiscal americano virou e a fila do green card andou, e os derrotados do primeiro turno entraram na fila do palanque.
Bom dia. O dólar caiu de novo, o petróleo furou os cem dólares para baixo e um banco daqui resolveu que o Brasil está barato. Tudo isso antes das dez da manhã.
O dólar (e o resto do mercado)

Segundo dia de queda. O dólar estava em R$ 4,964 por volta das 9h, baixa de 0,72% no dia, depois de fechar ontem a R$ 4,9988 com tombo de 4,27%. Na sexta estava em R$ 5,2162.
São dois pregões e quase 25 centavos a menos por dólar, perto de 4,8% no acumulado.
O Ibovespa marcava 207.300 pontos, alta de 0,48%. O petróleo Brent furou a barreira dos cem e estava em US$ 98,09, queda de 2,22%, o que pesa na Petrobras. Os juros futuros caíam em toda a curva.
O motivo continua sendo o mesmo de ontem: o mercado reprecificando o resultado do primeiro turno.
O câmbio desceu quase cinco por cento em dois dias. A fatura do seu cartão ainda vai chegar com o dólar da semana passada.
O que a IA aprontou

A Foxconn fechou o terceiro trimestre com receita de 3,03 trilhões de dólares taiwaneses, cerca de US$ 95,4 bilhões. É alta de 47% em um ano e recorde da empresa, acima da estimativa de mercado, que era de 2,83 trilhões.
Setembro foi o primeiro mês da história em que a receita mensal dela passou de um trilhão de taiwaneses.
O que puxou não foi o celular. Foi a divisão de nuvem e redes, que é onde ficam os servidores de inteligência artificial.
A Foxconn monta iPhone há vinte anos. O recorde veio de montar a prateleira onde a inteligência artificial fica guardada.
Brasil e Estados Unidos

O Morgan Stanley elevou o Brasil para compra, com alvo de 250 mil pontos no Ibovespa. O índice estava em 207 mil hoje de manhã.
Vale entender o que isso é e o que não é. Banco grande daqui mudando recomendação não é previsão, é sinal de para onde o dinheiro de fora pretende ir. E dinheiro de fora entrando é parte do que derruba o dólar.
Um banco daqui olhou o Brasil no fim de semana e subiu o alvo em mais de 40 mil pontos. No mesmo fim de semana em que metade do grupo da família desistiu do país.
Se você está pensando em mudar

O ano fiscal americano virou em 1º de outubro, e é por isso que o Visa Bulletin deste mês importa mais que os outros.
Funciona assim: as cotas anuais de green card são contadas por ano fiscal. Quando o ano vira, a cota zera e volta cheia. É o motivo de outubro ser historicamente o mês em que algumas filas andam, em especial as categorias por emprego.
O boletim sai todo mês, é publicado pelo Departamento de Estado e é público. Quem está na fila acompanha ali, e não em grupo de WhatsApp.
A fila andou porque virou o ano fiscal, não porque alguém olhou o seu caso.
O que está bombando

A fila do palanque começou antes da do segundo turno. Romeu Zema, Cleitinho Azevedo e Michel Temer já declararam apoio a Flávio Bolsonaro, e Ronaldo Caiado formaliza hoje, em Goiânia. O primeiro turno terminou com 47,03% para Flávio e 45,16% para Lula.
Em dezenove dias não vai sobrar derrotado sem palanque.
Os donos da inteligência artificial foram explicar a inteligência artificial, sob juramento. Executivos de Anthropic, OpenAI, Google e Meta depuseram na Câmara Municipal de Nova York, numa audiência sobre segurança de IA.
As quatro maiores do mundo foram falar, com a mão na Bíblia, do perigo do que elas mesmas fabricam.
A Alcione foi votar com um vestido de Nossa Senhora Aparecida. A publicação com o visual dela passou de 160 mil visualizações.
Mais gente viu o vestido do que votou em candidato que eu não vou citar aqui.
Dezenove dias. E o dólar já decidiu antes de todo mundo.
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O Brasil e os Estados Unidos vistos por quem mora fora. IA, mercado americano e o que a distância deixa ver. Sem enrolação e sem vender curso no meio do texto.
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